No Sacatar, 2026 começou com tudo! Em janeiro, nossas/os residentes causaram grande impacto na cena artística de Itaparica e Salvador por meio de uma série de apresentações, performances e encontros que refletiram a profundidade e a diversidade de seus processos de residência.

No Estúdios Abertos do Sacatar, Virus Carinhoso estreou Ensaio de um Voo, uma performance em colaboração com músicos locais que incluiu uma canção composta durante sua residência. Omid Asadi apresentou um novo trabalho em vídeo, entrelaçando a atual turbulência no Irã com a paisagem espiritual de Itaparica. Juliana Correia conduziu uma emocionante sessão de contação de histórias e, a convite de Rita GT, as Cantadeiras do Vale do Neiva, de Portugal, transformaram o Estúdios Abertos em um animado encontro musical.

Na mesma semana, o trabalho das/dos residentes continuou fora do Sacatar. As Cantadeiras do Vale do Neiva também se apresentaram no Museu Carlos Costa Pinto, em Salvador. Para algumas integrantes do coletivo, essa foi a primeira vez que saíram de Portugal, o que tornou a ocasião especialmente significativa. Juliana Correia lançou seu livro Malungos e Outras Histórias (Editora Letramento) no Sarau Bem Black, evento de poesia slam organizado por Nelson Maca (ele próprio residente do Sacatar, desde 2022).

A série de eventos culminou no Museu de Arte da Bahia, onde Rita GT apresentou uma performance que reuniu as Cantadeiras do Vale do Neiva e a Cantadeira Ohún Obirin, um grupo de mulheres cantoras de um terreiro Egun em Itaparica. O trabalho foi um encontro único de tradições, vozes e conhecimento ancestral.

São esses tipos de encontros que as residências tornam possíveis.
Juntos, esses momentos refletem como o Sacatar apoia os artistas não apenas no desenvolvimento de suas práticas, mas também na construção de relações significativas com os contextos, comunidades e instituições locais.



